27.3.17

Spring Blossom - A Primavera da Bakewell

Sonho...
O que cabe num sonho e de que tamanho ele é?




Num sonho cabe tudo o que queres, num sonho desenvolve-se a "ligação profissional e pessoal funcionando como una", num sonho cabem todos os "retratos criativos íntimos que deixam transparecer quem é, o que gosta e o que sente"...
E eu "Tenho em mim todos os sonhos do mundo"...




Tendo em conta esta estação mágica; do renascer, da beleza, da delicadeza e encanto das flores e da natureza quisemos recriar um mundo romântico, quase como que encantado e saído dum "sonho".





Estar num campo florido, com todas as amendoeiras no seu esplendor, fechar os olhos e acordar num sonho, num cenário que preenche a nossa imaginação...










O cenário idílico que o Bairro do Casal nos proporcionou foi perfeito para pôr em prática tudo o que tínhamos idealizado e para reproduzir todos os nossos sonhos.





Este cenário belo e romântico inspirou-me a fazer os mais delicados doces, tudo tinha que estar em sintonia. E os sabores foram os mais frescos e leves, tal como as pétalas que caiam e cobriam os campos quase como um delicado manto de neve.




 As amendoeiras criam cenários encantados e mais bonitos do que se possa imaginar, resultam no cenário perfeito para um piquenique bem romântico.





"Portugal é um jardim
Branqueado com rigor
No seu manto de cetim
Das amendoeiras em flor

Belo hino à natureza
A cobrir os horizontes,
Num enlevo de beleza
Do Algarve a Trás-os-Montes.

Conta a lenda que um dia
Um rei árabe se casou
Com donzela que pedia
A cor da neve que deixou.

No país onde cresceu
Essa moça tinha o forte,
Na brancura que perdeu
Da sua Europa do Norte.

E o rei mandou cobrir
Portugal de amendoeiras
Pró seu bem as ver florir
Pelas serras e cordilheiras.

A paisagem então floriu,
Como a lenda descreve
E a rainha confundiu
Essas flores com a neve.

Para sempre ficou grata
Ao seu esposo e amor
Pela linda cor de prata
Das amendoeiras em flor."

Rama Lyon



"Os melhores sonhos de todos são aqueles que nos põem a pensar e a mexer. Os únicos sonhos de que vale a pena falar são os que não nos deixam dormir".

Se ainda não conhecem o vídeo deste trabalho vejam tudo em aqui





Produção/Bolos : Bakewell
Fotos: Pedaços de Luz Fotografia
Vídeo/Styling: ninho
Decor/Styling: O Filho da Rosa
Design Gráfico: Éme Design
Styling: Borsini Noivas
Almofadas macramé e wall hanging: Endlessly Design
Almofadas: Casa Selvagem
Localização: Bairro do Casal - Turismo D' Aldeia






20.3.17

2 anos ainda mais doces




"Para acontecer primeiro é preciso sonhar"

Eu sonho muito e tudo começa mesmo com um sonho. Adoro idealizar, fazer e ter novos projectos. E com o meu maior projecto comecei a sonhar em 2012, quando dei os primeiros passos e fiz as primeiras formações nesta área. Em 2015 uma pequena semente optimista foi plantada com a esperança de que com gosto e empenho, trabalhando muito e bem, com responsabilidade, amor e um foco inabalável eu poderia criar algo de valor.
E assim nasceu a Bakewell!
2 anos mais tarde e com um crescimento e mudança que não conseguiria nunca prever no início quero agradecer-vos por ajudarem, directa ou indirectamente, a que essa semente continue a crescer e que floresça sempre, todos os anos neste lindo dia que é o início da mais bela estação, a Primavera.
Muito haveria a dizer, nem tudo são rosas, nem tudo corre sempre bem, muitos são os sacrifícios mas a gratidão sobrepõe-se a tudo e a felicidade e o orgulho que hoje sinto são incalculáveis.



Aos meus, aos que estão sempre lá (sim, vocês), aqueles que este ano privaram comigo quer tenha sido em trabalho ou não e contribuíram para este crescimento e para mais um aniversário mereciam umas palavras mais bonitas, profundas e delicadas, mas se me conhecem sabem que não preciso dizer muito e que o que sinto é o suficiente. E tenho tanta sorte por conhecer e trabalhar com gente maravilhosa, profissional e pessoalmente e ainda a maior sorte do mundo que é poder fazer aquilo que gosto. Muito obrigada!

A inspiração não tem estado sempre por cá estes últimos meses, nem na escrita nem no trabalho e confesso que por vezes tem sido bem difícil.
Não é preciso nem se consegue fazer tudo e ser forte sempre, para sempre, em tudo e para tudo. Há alturas em que tem mesmo de se baixar os braços e reconhecer... E não há problema algum nem deve haver vergonha nisso, não somos máquinas nem tão pouco de ferro!
Levou-me tempo, muito tempo para o fazer; não quis acreditar no início e pensei durante meses que seria apenas cansaço. E mesmo assim a luta continua a não ser fácil e a maior parte das vezes é desigual. Se não for de outra forma temos pelo menos que parar... cuidar de nós, permitir que a "ferida" tenha tempo para cicatrizar. E cada uma delas leva o seu tempo e não somos nós que o ditamos.
Reconhecer apenas e fazer algo para mudar isso já é um grande passo e a partir daí é um dia e um passo de cada vez.
Às vezes basta um pôr do sol que não se viu por causa das nuvens mas que aconteceu no sítio mais bonito e inusitado de sempre ou um acordar com o sol a entrar pela janela para fazer com que tudo melhore; outras vezes são planos que se têm feitos cheios de motivação mas que chegada a hora não se conseguem fazer e a vontade desvanece-se num ápice e tudo o que se quer é encolher, cobrir e ficar no conforto da cama, sem ver nem falar com ninguém... Não temos que nos culpar nem ninguém o deve fazer, nem exigir, nem julgar-nos nem apontar dedos; faz parte e vai continuar a fazer... Com mais ou menos força, em dias mais ou menos bons.
Eu não sou a super mulher, como muitas vezes tentei fazer-me crer, mas também sei que apesar de triste, escura e difícil esta fase vai ser curta e não vai fazer-me parar.



Para todos aqueles que que lutam contra a ansiedade e/ou depressão, vocês não estão sozinhos. Assim como eu não estou!
Li num destes dias a publicação duma blogger que sigo e admiro onde fez um texto aberto e honesto sobre a sua situação e inspirou-me a fazer o mesmo; às vezes as nossas palavras e experiências podem ajudar outros, embora tenha pensado e repensado muito se deveria ou não fazê-lo.
Sintam tudo, permitam-se ao menos isso. Eu sempre fui uma sentimentalista, choro quando preciso e quando não é. O meu coração foi despedaçado de diversas maneiras e por diversas vezes. É necessária disciplina, honestidade, auto inquirir-nos, sentir tudo e deixar ir... para manter a sanidade; mas neste oceano de emoções nem sempre é fácil fazê-lo, mas o exercício, um guia, um caminho podem sempre ajudar.
O céu limpo ajuda, o amor ajuda, as plantas ajudam, cozinhar ou fazer bolos ajuda, o carinho e ronronar dos meus gatos ajuda, respirar profundamente ajuda, andar descalça no jardim ajuda, sonhar e fazer planos ajuda... Procurem o que vos ajuda e sigam isso!
Mas façam uma coisa de cada vez e entreguem-se verdadeiramente a ela. Não queiram fazer tudo e ao mesmo tempo, permitam-se respirar, parar e ter tempo para vocês, nem que seja para não fazer nada.
Este é o meu "mantra" e é o que vou tentar fazer para dar a volta a isto e viver melhor.
Vou só abrandar, para respirar livremente mais um pouco, desfrutar mais um pouco e sobretudo viver mais um pouco.
Ainda virão dias de Inverno pela frente, muito frio e muita chuva... mas a Primavera chegou e a minha estação preferida com as suas cores, cheiros e flores vão fazer com que tudo se ilumine e volte ao seu normal.
Que esta seja uma feliz Primavera para todos, cheia de alegria e muitos sorrisos.
E hoje, mesmo sendo um dia cinzento (de todas as formas) é dia de festa, agora é hora de agradecer e celebrar :)



Design gráfico: Éme Design
Styling: O Filho da Rosa
Localização: Bairro do Casal





8.3.17

Dia da mulher e uns quantos testemunhos ...

Apesar de já não ter a mulher, referência maior e inspiração na e da minha vida que foi a minha avó materna, o que aprendi (e ela ensinou-me muito, não tivesse sido para além de tudo minha professora primária) é incalculável e nunca será esquecido. Existem pequenos pormenores que só com ela existiram e irão permanecer para sempre; foi com ela que aprendi a gostar da "casa" , do campo e da natureza. Via e queria fazer igual, ela com a sua paciência de santa acedia e ajudava nas minhas brincadeiras, brincadeiras essas que acabaram por ser preparativos para o futuro. Quer fosse na organização de fazer "uma casinha", de lavar a roupa no tanque no meio do campo (maravilhoso), de andar no jardim, campo e horta e saber o que poder fazer e apanhar. Só com ela eu tive experiências de andar no monte a apanhar cogumelos, musgo e pinhas... são memórias únicas, são memórias da minha mulher! Uma mulher sofredora, correcta, lutadora, que esteve à frente da época em que viveu. Que teve uma profissão, que leccionou, que teve 4 filhos para criar e educar (e aqui tenho também que referir o exemplo da guerreira que foi a minha avó paterna. Que após ter sido mãe do 12º filho se viu inesperadamente viúva e teve que levar para a frente, uma vida, uma família e um negócio sozinha). Mulheres, verdadeiras mulheres estas!



Esta é uma publicação diferente, mas que para mim, hoje, este ano, na fase em que estou faz todo o sentido. O que é afinal este dia? E o que é ser mulher?
Pedi a algumas mulheres que são de alguma forma uma referência para mim e na minha vida que numa frase, texto, sentimento explicassem o que é para elas ser mulher, o que representa este dia... Um desabafo... Histórias de sabedoria, de mulheres inspiradoras. Sejam elas únicas, criativas, empresárias, corajosas, "fazedoras", mães; porque são mulheres, porque se destacam nas suas vidas e na minha.
Aqui ficam os testemunhos de quem muito amavelmente se dispôs a fazê-lo:

Fátima Pereira (minha madrinha, tia-avó, enfermeira e que foi a parteira responsável pelo meu nascimento)

"Reconheço a importância que o dia mundial da mulher poderá ter no contexto em que foi criado, mas parece-me que hoje é apenas um apelo ao consumismo... Nunca me senti discriminada, a minha mãe ensinou os filhos da mesma maneira: 3 rapazes e 2 raparigas. As tarefas domésticas repartiam-se, um dia um lavava a loiça e o outro limpava...
Eu tive a sorte de descender de mulheres muito especiais, digo mesmo mulheres guerreiras. A minha bisavó que não conheci, por exemplo, mas que aprendi a admirar pelas histórias que a minha avó Maria e as minhas tias Florbela e Joaquina contavam. Viveram os tempos das guerras mundiais, mas nunca vergaram, lutadoras, trabalhavam de dia e de noite. Dignas, pobres, muito pobres mas vaidosas, lavavam a blusa à noite para vestir de manhã "donas do seu nariz" (como dizia a minha mãe, com os olhos marejados de lágrimas) e mães amantíssimas.
A avó Maria foi uma grande cozinheira, foi a primeira a ser independente e a ter um ordenado. A minha mãe foi criada por estas 3 mulheres maravilhosas e teve uma infância difícil mas feliz. Não foi à escola, mas aprendeu a ler nos jornais recortados que enfeitavam as prateleiras e desenvolveu forte vontade de aprender. Lia tudo o que podia, questionava e ouvia e tornou-se uma mulher cheia de sabedoria! Começou a trabalhar ainda menina, cresceu e apaixonou-se e lutou! Casou com o seu amado Martinho que abandonou tudo (pois era de uma família que não aceitou a minha mãe) e veio trabalhar como mineiro. Formaram uma família, tiveram 5 filhos muito amados, certo que uma sardinha dava para dois, mas era muito bom, eu sou testemunha e os meus irmãos também."

Fátima Barros (amiga de longa data e colega de faculdade, uma mulher com M grande. Nunca teve papas na língua, é senhora do seu nariz, bem sucedida e infelizmente longe de mim lá para os lados do Canadá)

"Ser mulher é usar saia e salto alto. É usar calças e sapatilhas. É usar maquilhagem. É andar de cara lavada. É ser feminina. É ser rainha do lar. É ser da rua. É gritar por liberdade no meio da multidão. É fazer uma revolução dentro de casa. É ser bem sucedida na carreira. É ter tempo de manter o corpo em forma. É ser mãe de seus filhos. É não ser mãe. É ter um orgão sexual que a define. É ser a desconstrução de tudo isso. É ser simplesmente mulher, em toda a sua complexidade. É ser feliz."





Lia Zara Sousa (amiga e colega de escola primária, das poucas que mantenho real contacto. Pessoa que muito admiro como mulher e como mãe. Que no único jantar que fizemos em idade adulta me deixou a pensar e admirar o seu discurso, a atitude e posição perante a vida).

"Recadinho às minhas filhas: No dia que pediram à vossa mãe para escrever breves palavras sobre o «ser mulher» lembrei-me de vocês inevitavelmente. É o que nos define como mulheres? Vos digo que é um estado de espírito, uma dádiva. Filhas, ser mulher é ter um tesouro escondido e ainda assim dividi-lo. Nunca se esqueçam, vocês podem ser tudo o que desejarem e se permitirem, abusem da vossa intuição e nunca percam a vossa essência. Aquela que faz de vocês humanos melhores. Que o mundo desigual nunca vos amargure. Tudo o que fizerem façam com amor, resulta quase sempre. Sejam boas mulheres para as outras mulheres, nunca se comparem. E apesar de aos homens tudo ser permitido, até envelhecer, vou contar-vos um segredo: se tiverem filhos... os bebés preferem sempre as mães. Beijos."


Filipa Abreu da Costa (colega de escola secundária, amiga, melhor amiga há quase 2 décadas - já diz muita coisa. Mãe, advogada e pessoa determinada).

"Ser mulher é algo único. Já reparaste na quantidade de coisas que só uma Mulher consegue fazer? Na imensidão de "tarefas" que são exclusivas (e muito nossas) da Mulher? Olha bem... Fui mãe, consegui gerar, criar e alimentar uma cria - a minha cria! Já viste o meu super PODER?! Ser mulher para mim é isso. Ser mulher é ser um mágico que guarda todos os seus truques numa cartola e... e quando precisa de calar um público lá lhe sai um coelho branco. Olha, para mim ser mulher é fado, é saudade, é primavera. Mulher é como o Amor: não se explica... sente-se."


Lúcia Meireles Brandão (amiga, conterrânea mas que fui conhecer no colégio que ambas frequentamos noutra cidade. A ligação e cumplicidade foi imediata e apesar de alguns anos separadas por força da vida e dos estudos, a nossa amizade prevaleceu e será para a vida).

"Ser mulher é ser-se Humano por inteiro... e viver em plenitude, sem nunca perder a graça e a versatilidade."













Com mais ou menos poesia, palavras bonitas ou não o que é certo é que muito haveria a dizer sobre o sexo forte...
Quero apenas agradecer a quem deu o seu contributo para esta publicação; por me mostrar e dar a conhecer outras visões, por me ensinar e acima de tudo por serem grandes mulheres e por ter a sorte de vos ter presentes na minha vida.
Muito obrigada e um feliz dia da mulher! Que seja um belo e doce dia.

1.3.17

Bagas em tempo de chuva

Bem sei que não são a época delas, a menos que sejam de estufa ou que venham de outros países e climas (o que não é de todo a minha preferência), mas um prato, uma salada, uma taça de pequeno almoço e neste caso... um bolo, ganham logo outra vida, parece que esboçam um sorriso, têm um "brilho" muito próprio e de imediato somos remetidos para o Verão, para aqueles finais de tarde em que se apanham amoras e framboesas para mais tarde saborear (ou comer logo na hora)... E como eu adoro essa época!
Enquanto ela não chega deixo o exemplo dos últimos bolos de aniversário que fizeram reviver esses dias


Curiosamente todos os bolos que aqui apresento são de chocolate no entanto é nos seus recheios que estão as maiores diferenças

Com pequenas variações em termos de doces/compotas e alguns com fruta também presente


Um bolo muito especial, para o aniversário da minha mãe


Por último, mais uma indulgência de frutos vermelhos, destas pequenas mas maravilhosas dádivas da natureza.
Aproveitem bem a semana e se for o caso bom "feriado" e bom Carnaval.