12.4.16

No Reino da Dinamarca

Hej! Depois de muita vontade e algumas tentativas, digamos que à 3ª foi de vez. Posso finalmente riscar com muita satisfação da minha "bucket list" este destino.
Este é o primeiro país escandinavo que visito, sempre tive um fascínio pelas terras nórdicas e ultimamente ainda mais por causa da sua cozinha. Adoro a pastelaria nórdica, tenho alguns livros e já tive o prazer de visitar em Londres a Nordic Bakery e conhecer um pouco deste novo mundo. O cinnamon roll é um clássico dinamarquês e eu não resisti a provar em várias versões; bem como o café que para eles é muito mais do que um simples café. Existem muitas opções e muitos deles podem demorar vários minutos a serem cuidadosamente preparados.



Bem, este é sem sombra para dúvidas um destino de contos de fadas, pelos seus inúmeros monumentos, museus e castelos (que na realidade não são "palácios" como eles lhes chamam e como nós estamos habituados a imaginar quando ouvimos a palavra), por toda a sua arquitectura e pela maneira como conjugam o antigo e tradicional com o moderno, pelo seu design e todas as marcas de cerâmicas que me cativaram para todo o sempre, pelo tão afamado espírito minimalista, confortável e despreocupado, o hygge; pela educação e cultura a muitos anos luz da nossa, pelo ar mágico que se vive por toda a cidade, pela Pequena Sereia (realmente muito pequena), ou pelo Tivoli (o 2º parque de diversões mais antigo do mundo).








Um ambiente tão mágico que só deve ser superado pela época do Natal, onde toda a decoração, iluminação e ambiente faz com que ganhe ainda mais pontos.


Mas a gastronomia, ai a gastronomia, essa pequena endiabrada que me cativou assim que pus os pés no ainda gélido país. 
Ia já com alguns roteiros traçados e visitas obrigatórias no que toca a comer, mas mal sabia eu que esta cidade tem ainda mais para oferecer do que eu imaginava. Aqui é o verdadeiro paraíso dos foodies, a oferta é tanta e tão vasta que é impossível ficar-lhe indiferente.


Escondido num pequeno beco mesmo ao lado da  Royal Copenhagen e da movimentada Amagertorv fica o maravilhoso  Royal Smushi Cafe. Lindo por tudo, pelo espaço, pela decoração, pelas suas cores, pelo seu conceito e claro está, pelo que por lá se come.
As tradicionais smørrebrød são muito afamadas aqui (prato nacional dinamarquês feito com uma fatia de pão rugbrod coberto por tudo o que se possa imaginar, os recheios são diversos. Basicamente é uma sanduiche aberta apenas com uma fatia de pão na sua base), mas eu posso dizer por experiência própria que o pequeno almoço não lhes fica atrás. 


A cidade tem imensos food markets e no Verão podem ser ainda mais e melhor aproveitados. Os mais conhecidos são o Copenhagen Street Food na zona portuária e o mercado de Torvehallerne KBH que para além de dezenas de bancas de restaurantes e comida é paralelamente um mercado onde se pode encontrar as frutas, flores, marisco e peixe mais fresco.


As minhas experiências gastronómicas foram sabotadas não fosse eu ter ficado doente algum do tempo da minha viagem. Ficaram muitos sítios por visitar e um regresso vai ser por isso obrigatório (vou ter que fazer o sacrifício), até porque graças a isso também não fiz a tão apetecida viagem Copenhaga - Malmö (Suécia) só pela experiência de atravessar a fantástica Øresund Bridge 
Este é um destino muito bonito, onde se vê que as estatísticas não mentem e que por serem um dos países mais felizes e satisfeitos com a vida isso se reflecte na maneira como recebem, na sua atitude e no sorriso estampado na cara que levam quando passam por nós nas suas bicicletas.
Copenhaga, tak!






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